Estamos inaugurando uma série de tópicos dedicados aos questionamentos encaminhados pelos primos e primas, referentes a Família Naves.
O primeiro questionamento vem de do Alto Araguaia/MT e foi postado pela prima Eliene Franco Naves de Souza
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Resposta:
Cara prima Eliene.
Preliminarmente, todos os brasileiros tem, em algum grau, relação de parentesco ou compadrio com os primeiros habitantes desta terra brasilis, ou seja, os gentios ou nativos - denominados erroneamente de "indios".
A família NAVES não fez parte das grandes correntes migratórias ocorridas ao longo da história brasileira, tal qual como houve a italiana, a espanhola, a japonesa, etc.., que aqui aportaram. Os NAVES são aqueles os quais os historiadores denominam academicamente como COLONIZADORES, pois aqui vieram junto com as caravelas das capitanias hereditárias; e, ainda, já estavam constituídos antes da chegada, no Brasil, da “família real” portuguesa (veja o texto publicado em 10/03/2009, Os toponímios“NAVES" e "DAMASCENO”, no blog “Família Naves” em http://familiaresnaves.blogspot.com/2009/03/relacao-dos-toponimios-naves-damasceno.html).
Históricamente, os colonizadores se relacionavam (e muito) com os então nativos brasileiros. O exemplo significativo, dentre vários, cito o de Simão Jorge, Pai de Domingos Jorge Velho, conhecido como grande sertanista e bandeirante que, com sua “bandeira”, foi contratado pelo Governador Geral de Pernambuco para dar “solução” a Palmares (conhecido como Quilombo dos Palmares), veja o texto “O Bandeirante Domingos Jorge Velho”, publicado em 16/02/2009, em http://familiaresnaves.blogspot.com/2009/02/o-bandeirante-domingos-jorge-velho.html
É o relato do historiador:
“Simão Jorge era português nascido no minho, sua esposa era mameluca, sexta neta do cacique Ibirapuera, bisneta do cacique Tibiriçá, tinha o sangue dos empúias ou querobís (diz o autor: é só ler os livros da biblioteca em São Paulo). Foi daqui que saiu a raça mameluca de Domingos Jorge Velho. Ele casou-se com Geronima Froes no final de sua vida. Deixou as terras dos Palmares para a sua primeira esposa.”
Nunca é demais lembrar que os casamentos (antes de 1852, data da constituição dos Cartórios de Registros de Pessoas, no Brasil) eram feitos nas Matrizes ou Paróquias locais. E, conforme registram os documentos, por ser o casamento muito dispendioso, pois o processo paroquial de casamento era muito caro, em decorrência, muitos alegavam a identidade indígena, situação em que eram isentos de pagamentos de taxas.
Por outro lado, não temos registros ou menção sobre algum ascendente (direto) NAVES casado com descendente nativo ou “índio”, no período que retroage por volta de até o ano de 1650, no Brasil e 1620, em Portugal.
Grande e fraterno abraço.
NOTA DO EDITOR:
Abilon Naves
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