domingo, 6 de abril de 2014

Bárbara Eliodora - a Heroína da Inconfidência Mineira

 - Atualizado aos 12 de Novembro de 2015 -
Dedicado às mulheres da família Naves, de todos os tempos, em especial às primas:
1º Tenente QCO Magistério, Araceli Paula Naves Campos (Três Corações - MG - Brasil); Graci Naves (Uberlândia - MG - Brasil); Educadora Maria Helena Fernandes Cardoso "Dorinha" (Dourado Coelho - MG - Brasil); Marta Helena Naves (Uberlândia - MG - Brasil); Poetiza Myrian V. C. Naves (Belo Horizonte/MG); Educadora Sandra de Fátima Naves (Três Corações - MG - Brasil); Relações Públicas e Guia de Turismo Zilda Naves (Beirute - Libano); e, em Justas Homenagens, à poetisa, escritora, artista plástica e professora sul mineira Jacutinguense Maria da Conceição Mello Siqueira, trineta de Bárbara Eliodora. 

Musa do poeta, e também inconfidente, Alvarenga Peixoto, figura como uma das “personagens” femininas de maior destaque, com relação à Conjuração ocorrida em Minas Gerais.

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Bárbara Eliodora Guilhermina da Silveira


Bárbara Eliodora foi a primeira filha do advogado José da Silveira e Sousa e de D. Maria Josefa Bueno da Cunha. Sabe-se que essa mulher nasceu em São João del Rei (MG), aos 3 de dezembro de 1759. 

Considerada como uma mulher muito bonita, Bárbara Eliodora, ficou conhecida em diversos textos laudatórios, principalmente em poemas, como uma “musa”. A beleza dessa mulher foi largamente “divulgada” por muitos autores, como por exemplo: o poeta árcade lusitano Cruz e Silva em O Hissope, Tomás Antônio Gonzaga nas Cartas Chilenas, Cecília Meireles, em O Romanceiro da Inconfidência, e principalmente, pelo poeta árcade “Alceu”, Inácio José de Alvarenga Peixoto, seu esposo, em “Bárbara 
Bela”, uma das mais conhecidas referências à Bárbara Eliodora. 
Além da beleza, outro atributo de Bárbara Eliodora seria, segundo dados do Suplemento Literário, a sua educação, que foi diferente das moças de sua época, quando a maioria era analfabeta. Consta que a “heroína” da Inconfidência teve uma educação bem diferente das moças de seu tempo, pois segundo Aureliano Leite (1963), era alfabetizada e possuía uma grande cultura.
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Foto: 
José Ignácio de Alvarenga Peixoto
          "Alvarenga Peixoto"

Com cerca de dezoito anos, a Bárbara Eliodora começou a se relacionar com o futuro inconfidente, o ouvidor da Vila de São João del-Rei, José Ignácio de Alvarenga Peixoto; e passou a viver em mancebia com ele. Vivendo uma relação de concubinato, eles tiveram, em 1779, uma filha, Maria Efigênia. 
O casamento de Bárbara Eliodora só foi realizado devido a uma portaria do Bispo de Mariana, e na época da cerimônia, a filha dela, Maria Efigênia, já contava três anos de idade. O referido casal oficializou sua união aos 22 de dezembro de 1781 (PAIVA, 1969) em uma cerimônia celebrada pelo padre Carlos Correia de Toledo, assim como Alvarenga Peixoto, também um futuro inconfidente. 
Desta união nasceram ainda três filhos: José Eleutério, João Damasceno (que mudou seu nome para João Evangelista e que era afilhado do poeta inconfidente Tomás Antônio Gonzaga) e Tristão. Bárbara Eliodora, que também era possuidora de minerações e culturas, e que tomava a iniciativa nos negócios do casal, após o degredo e a morte de seu esposo, ainda administrou seus bens e educou os quatro filhos. De acordo com Casasanta (1969) 

Bárbara Heliodora*, embora grande dama e, portanto, presumivelmente travada pelos preconceitos da época, sempre teve uma presença ativa nos negócios do casal.
*O correto é “Eliodora”, sem o “H” inicial que muitos autores utilizam. 

Essa mulher, a heroína da Inconfidência Mineira, viveu grande parte de sua vida entre São João del-Rei, Vila da Campanha da Princesa e São Gonçalo do Sapucaí , cidade, esta, na qual faleceu aos vinte e quatro dias do mês de maio de 1819 e, de acordo com Aureliano Leite (1963), com sessenta anos de idade e vítima de tuberculose.

É importante mencionar, que no Suplemento Literário, podemos ler também sobre as diversas homenagens (materiais à Bárbara Eliodora, tais como: poesias (e outros textos laudatórios), a existência de placas e de uma lápide simbólica etc. Também, segundo Eliane Vasconcellos (2001), há uma extensa bibliografia sobre Bárbara Eliodora. Exemplos são os livros Vida heróica de Bárbara Eliodora, de Aureliano Leite, e Bárbara, A heroína da Inconfidência, de João Francisco de Lima, o “Cancioneiro da Inconfidência”, de Cecília Meireles, entre outros.  

 Nota:
O texto acima se fundamenta, em especial, no trabalho de Ariadne Maria de Mendonça Chaves, então Acadêmica Graduanda do Curso de Letras da UFSJ e bolsista PIBIC/ FAPEMIG (Orientadora Profa.
Dra. Eliana da Conceição Tolentino, professora do Departamento de Letras, Artes e Cultura ELAC/UFSJ), as quais seguem nossas homenagens.


Relação de parentesco de Bárbara Eliodora na família NAVES

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- Bárbara Eliodora é 1ª prima, 4, em 2º grau, da esposa (Margarida da Silva Bueno) do neto (bandeirante, Capitão João Bicudo de Brito) de João de Almeida Naves (~1627-1715) Cc. Maria da Silva Leite.

- João de Almeida Naves é bisavô de João Naves Damasceno (~1760-1831) Cc. Anna Vittoria de São Thomé.
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Quadro acima: - De João de Almeida Naves (~1627-1715) até seu bisneto João Naves Damasceno (~1760-1831) Cc. Anna Vittoria de São Thomé

Quadro acima: - Do Capitão João Bicudo de Brito até seu avô João de Almeida Naves (~1627-1715) Cc. Maria da Silva Leite

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Quadro acima: - De Bernarda Luiz de Oliveira (~1652-1683) até sua sobrinha Margarida da Silva Bueno Cc. Capitão João Bicudo de Brito

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Quadro acima: - De Bárbara Eliodora (1759-1819) até sua tetra-avó Bernarda Luiz de Oliveira (~1652-1683) Cc. João Franco Viegas






O resgate de uma História


A história de Bárbara  Eliodora é resgatada e justamente enaltecida por sua trineta Maria da Conceição Mello Siqueira, poetisa, escritora, artista plástica e professora sul mineira Jacutinguense.


Em memorável palestra proferida no final dos anos 60,  em uma tertúlia literária promovida pelas Senhoras das Famílias Rotarianas e realizada na sede do Tenis Clube de Santos, Maria da Conceição Mello Siqueira, trineta de Bárbara Eliodora realizou um emocionante registro para a história, mencionando fatos sobre sua trisavó.

A articuladora desse evento foi Biba Florence Lustosa, que contou com o apoio da prestigiada cronista social Thereza Bueno Wolf, tendo sido ambas amigas queridas da palestrante convidada e conhecedoras do seu talento e da sua arte. 


O Blog Família Naves extraiu alguns trechos da transcrição completa destes preciosos documentos, que podem ser apreciados, inclusive em áudio, através do Blog Happy Hour, de Kleber Siqueira. como também no Blog de Francisco Mello Siqueira, filho de Maria da Conceição Mello Siqueira

Contra-Capa de seu livro "Traição do Sexo".













Kleber Siqueira                                                       Francisco Mello Siqueira
Blog Happy Hour                                                    Blog 














Exmo. Sr. Dr. Adilson Cezar
Mui digno presidente do IHGGS

Exmo. Sr.
Presidente da Sociedade dos Amigos da Marinha de Sorocaba

Exmo. Prof. Dr.
Magnífico Reitor da Universidade de Sorocaba
Presidente da SOAMAR de Sorocaba, Dr. Jurandir Penha.

Exma. Prof.ª Mestra SÍLVIA DE ARAÚJO DONNINI, ilustre novel associada com quem tenho a honra de compartilhar estes agradáveis momentos
Exma. Sra. Primeira Oradora Jornalista Ângela Fiorenzo. 

Estimado confrade Álvaro Viotti Vieira, ilustre intelectual e escritor renomado sorocabano, parente afim e amigo desde longa data, responsável pela minha indicação.
Exmas. Autoridades civis, militares e eclesiásticas presentes.

Senhores e Senhoras,

Bom Dia!

Maria Conceição Mello Siqueira, nasceu em Jacutinga, MG, em 08 de setembro de 1900 e faleceu em 8 de abril de 1972. Durante sua vida pontificou desde cedo como artista plástica, na tenra idade de 16 anos quando cursava o Colégio das Irmãs Doroteias, em Pouso Alegre-MG e com o correr do tempo tornou-se escritora, contista, poetisa, sonetista, e jornalista. . Foi casada com o Dr. Urbano Lopes Siqueira, cirurgião dentista e homem publico de grande destaque na vida social e política jacutinguense, com quem teve dois filhos, este que vos fala e minha querida irmã dra. Lygia Siqueira Corradi, que se acha presente, acompanhando-me. 

Lygia desempenhou um papel preponderante na vida de nossa querida e saudosa mãe, de vez que desfrutou de sua convivência durante muitos anos, dando-lhe não somente o apoio moral, mas assistindo-a no seu dia a dia, e de quem foi a principal interlocutora.

Maria Conceição, paralelamente aos seus afazeres domésticos, levantava-se de madrugada, para, na quietude do alvorecer, dedicar-se ao estudo dos discursos de Anchieta, a compor os seus belos e doces versos dodecassílabos, a famosa métrica Alexandrina, na qual se especializou.

Foram, também, naquelas férteis e prazerosas madrugadas que ela nos legou os seus adoráveis contos, relatando os costumes e a saga do povo brasileiro, e, até mesmo, roteiros de novelas, com as quais, pioneiramente, antevia e homenageava o enorme potencial para a difusão cultural da recém implantada televisão brasileira.

É assim, de modo agradável e sempre estimulante, que me recordo de minha querida e muito lembrada mãe: sempre voltada na procura do conhecer, com grande tenacidade na realização de seus propósitos e projetos; de espírito manso, porém muito positivo, determinado e independente. Mulher justa e de grande fé em Deus.

Como professora, Maria Conceição, era figura de presença altiva e gentil, intelectual por natureza, incansável pesquisadora bibliográfica, de mente avançada para o seu tempo, de ideais progressistas e sempre preocupada com as coisas de nossa terra e de nosso povo.

Pura de coração, mamãe alicerçou os fundamentos da minha vida, com belos exemplos de amor e de comportamento moral e ético.

Suas obras literárias:

Pantanal, romance, publicado pela Imprensa Oficial do Estado de Minas Gerais, em 1953; Traição do Sexo, romance; Prosas publicadas na Antologia Anuário Escritores do Brasil, de 1984. Campeão Gráfico Editora Lida. Rio de Janeiro.; Poesias publicadas na Antologia Anuário Poetas do Brasil de 1984, da Folha Carioca Editora Lida., rio de Janeiro; Marcas do Tempo-Poemas de Amor e Verdade, edição especial editada pela família, para participação da Primeira Semana da Cultura promovida pela Prefeitura da Estância Hidromineral de Jacutinga, em 1997; Trabalhos inéditos:
Cão Selvagem, telenovela, escrita no início da década de 60, ainda nos primórdios da televisão brasileira; Berenice, Um Romance no Sul, Bárbara, Abismo de Pecado, romances.

Sua tradição cultural e a indomável fibra do espírito lúcido e vibrante de Maria Conceição Mello Siqueira remontam às suas origens genealógicas de grandes vultos da história de nosso país.

Abneta (trineta) do casal Inácio José de Alvarenga Peixoto e Bárbara Eliodora Guilhermina da Silveira, tragicamente envolvidos no malfadado movimento de 1789, da Inconfidência Mineira, liderado por Tiradentes, movimento esse que abriu caminho para o despertar do Sete de Setembro de 1822, da nossa Independência.

Doutor em Leis pela Universidade de Coimbra, em Portugal, em 1768, Alvarenga Peixoto foi contemporâneo do seu primo Tomás Antonio Gonzaga e de Cláudio Manoel da Costa, também envolvidos no trágico acontecimento. Tornou-se conhecido nos meios literários da Europa pelo lirismo de seus versos, pela eloqüência de sua personalidade e pelo brilhantismo de sua carreira jurídica. Foi membro da Arcádia Portuguesa. Autor da legenda, , “Libertas Quae Sera Tamem - Liberdade Ainda Que Tardia”, inspirada nos versos de Virgílio, consagrada pela primeira bandeira brasileira, hoje representando o Estado de Minas Gerais.

Bárbara Eliodora passou para a nossa história como a Mártir da Inconfidência Mineira pelo decisivo e extraordinário apoio moral que emprestou ao seu amado esposo quando de sua prisão.

Mas as raízes genealógicas mais profundas de Conceição Mello Siqueira encontram-se no solo paulista.

Bárbara Eliodora era descendente direta de Amador Bueno da Veiga, escolhido pela Câmara de São Paulo de Piratininga para reaver terras que foram usurpadas pelos Emboabas nas Minas Gerais. Aclamado “cabo maior e defensor da pátria”, foi quem, à frente de um verdadeiro exército, reconquistou ditas terras sem dar um tiro sequer! 

O escritor, pesquisador e geneólogo paulista Aureliano Leite, em livro com o mesmo título publicado em 1961, denomina Amador Bueno da Veiga como “O Cabo Maior dos Paulistas na Guerra com os Emboabas” e informa ter sido ele o homem mais rico do Brasil do século XVIII.

Amador embrenhou-se nas matas das Minas, como sertanista, desbravador dos sertões e abridor de entradas, na procura de ouro. Esse intrépido bandeirante tornou-se agricultor, com engenhos, com criação de gado; tornou-se empresário no transporte de cargas em lombo de mulas. Requisitou do governo muitas e imensas glebas de terras que lhe foram concedidas através de cartas de sesmarias, não só em São Paulo de Piratininga como também no interior do Estado, verdadeiros latifúndios que eram povoados e ocupados pelos seus seguidores e escravos, tornando-se um dos mais opulentos homens da Capitania, na sua época. Suas terras se estendiam desde as margens do rio Tietê até às do rio Mogi.

Dentro desse contexto encontramos um forte e provável ponto de contato das origens de Maria Conceição Mello Siqueira com esta extraordinária e tri-centenária cidade de Sorocaba, conhecida como a Manchester Paulista pela sua pujança como pólo industrial e cultural que conta atualmente com uma população de mais de 500 mil habitantes!

Sorocaba foi fundada pelo Capitão Baltazar Fernandes em 1654 e Amador Bueno da Veiga nasceu em 1656 e faleceu cerca de 1711; portanto, ambos foram coevos. Ambos mercadejavam mulas em alta escala, talvez o ponto mais comum entre eles. 

A facilidade de contatos entre famílias de ambas as cidades, de Sorocaba e de São Paulo de Piratininga, pelas suas proximidades geográficas, e principalmente, pela via de acesso fácil, o rio Tietê, deve ter proporcionado o entrelaçamento entre elas, fortalecido, mais tarde, pela implantação em 1875 da Estrada de Ferro Sorocabana, integradora dessas regiões do Estado.

Estima-se que os descendentes de Amador Bueno da Veiga, na década de 60, eram da ordem de um milhão de pessoas, disseminadas pelos nossos rincões!

Retrocedendo um pouco mais no tempo, vamos encontrar Amador Bueno da Ribeira, bisavô de Amador Bueno da Veiga, paulista que passou para a nossa história como o Aclamado pelo povo de Piratininga, então desagradado com a notícia de que, com a independência de Portugal do jugo espanhol, o trono português fora restaurado por D. João IV, em 1640. O povo de Piratininga, preferindo a nossa emancipação do jugo de Portugal, o elegeu Rei de São Paulo. Pacifista e fiel à coroa portuguesa ele não aceitou.

Com o auxilio desse livro de Aureliano Leite, já antes mencionado, pudemos, há muitos anos atrás, levantar a árvore genealógica de nossa família, o que nos levou a retroceder no tempo, mais ainda, até os idos remotos, de 22 de janeiro de 1532, quando da chegada de Martim Affonso de Souza ao Porto dos Escravos, na então ilha de Ingá-Guaçu, hoje São Vicente, ainda em terras do Estado de São Paulo . No seu primeiro contato com os moradores da região estava presente o mais longínquo, até hoje conhecido por nós, ancestral de Maria Conceição Mello Siqueira. Trata-se do Maioral Piquerobi, Cacique da tribo Ururai, da linhagem Tupi, o qual deu origem a esse ramo genealógico mestiço, a partir do casamento de uma de suas filhas com o náufrago português Antonio Rodrigues. Esse sangue índio foi se diluindo a medida que se afastava das suas origens, através de casamentos com portugueses e se entrelaçou com um outro ramo, o qual veio injetar no sangue nobre tupi, herdado por Amador Bueno da Veiga, o “Cabo Maior dos Paulistas”, algumas gotas de sangue azul europeu. Mas não é nosso objetivo falar dele no momento.

Estavam presentes ainda naquele primeiro encontro, segundo consagrados historiadores brasileiros, os Caciques Tibiriçá, da tribo Goianases, da linhagem Tupiniquim; seu genro, o famoso português, degredado, João Ramalho, o qual surpreendeu Martim Afonso, dirigindo-se a ele em português. Estava presente, também, o Cacique Caiubí, irmão de Tibiriçá. Era a fina flor dos donos das terras que, juntamente com Martim Afonso, davam início à colonização de São Paulo.
Antonio Rodrigues e João Ramalham eram amigos e ambos dominavam a língua dos índios, por quem eram muito respeitados, pois viviam entre eles desde há muito tempo.

Nesta oportunidade em que estou sendo admitido como membro efetivo deste prestigioso Sodalício, o Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Sorocaba, o que muito me honra, não poderíamos, nós, filhos, netos e bisnetos da Prof. Maria Conceição Mello Siqueira, aqui presentes, deixar de resgatar a memória desses intrépidos brasileiros, nossos ancestrais, os quais marcaram com suas desprendidas ações, páginas da história deste nosso querido país.

Finalizando esta elegia, caro confrade e presidente Adilson Cezar, peço-lhe permissão, bem como rogo a tolerância dos presentes, para convidar minha irmã Lygia que nos brinde com um poema de autoria da nossa querida e saudosa mãe, Maria Conceição Mello Siqueira, a quem homenageio, ao ingressar neste Sodalício, como minha ilustre Patrona.

Muito obrigado.

Minha Terra
Tu tens ar bem ameno, atitudes bondosas...
És qual pequeno frasco e de essência sutil.
Perfumado inda então nossa vida, quais rosas.
Pareces mesmo fada até de tão gentil!

Límpido e claro o céu, em manhas nas quais tu gozas.
Noite serenas, tanta estrela... sim, às mil!
Montanha muito altiva, arvores viçosas...
Água excelente, pura em rocha, no cantil.

Tal violeta mui humilde, aí vives escondida...
Imitando qualquer rosa féis, já sem vida...
Mas tendo seu diadema esculpido a buril.

Cidade minha... linda, amada, também sei
Guarda no coração o amor puro por tua grei,
Esparsa me teu rincão rico, primaveril!


[CENTENARIO+DA+VOVÓ+IONE,+BIELA,+PAPAI,+WALER+E+EU.jpg]
Centenário da vovó. Ione, mamãe, Biela, papai, Walter e Eu (Francisco Mello Siqueira).



Batisado e um filho da Flavia (Tiago?). Além dos pais, os avós paternos, Aparecida e Moacir, e Ligia, papai, mamãe, Keila, Eu (Francisco Mello Siqueira) e Ione.

Centenário da vovó Mariquinhas.


Maria da Conceição Mello Siqueira






A  G.’. D.’. G.’. A.’. D.’. U.’.
ARLS  GR.’. BENF.’. ESPERANÇA Nº 1186
GOB / GOEMG
OR.’. DE JACUTINGA – SUL DE MINAS

Os Obreiros desta Centenária Loja sentem-se honrados em homenagear o estimado

Ir.’. FRANCISCO MELLO SIQUEIRA, M.’. I.’. 33
Neto do Ir.’. JULIO AUGUSTO DE MELLO, M.’. M.’.

Membros da 1ª Diretoria eleita desta Loja, em 21 de julho de 1898
Na condição de elo de união sanguíneo e afetivo entre os atuais
Obreiros e os Fundadores desta Centenária Oficina.

Ir.’. MARCELO CAPONI, M.’. I.’. Venerável Mestre

26 de Maio de 2001

RLS GR.’. BENF.’. MINAS LIVRE ESPERANÇA Nº 606






Fontes:
1. Sérgio Ricardo da Mata, Helena Miranda Mollo & Flávia Florentino Varella (org.). Caderno de resumos & Anais do 2º. Seminário Nacional de História da Historiografia. A dinâmica do historicismo: tradições historiográficas modernas. Ouro Preto: EdUFOP, 2008. (ISBN: 978-85-288-0057-9)

2. Balthazar de Almeida Naves cc. Maria Sebastiana Naves - casamento em 4 de dezembro de 1622, em Algodres - Portugal

3. João de Almeida Naves cc. Maria da Silva Leite - casamento em 1655, em Santana de Parnaíba - SP.

4. Florencia da Silva Naves cc. Domingos Lopes da Silva - casamento em 1714, em Santana de Parnaíba - SP;

5. João de Almeida Naves cc/ Luzia Moreira da Fonseca e Antônio José Teixeira cc/ Maria Rita

6. I - Brasão de Armas da Família ; II - Os Naves na Comarca do Rio das Mortes;

7. Inventários de JOÃO NAVES DAMASCENO (1832) e de ANNA VITTORIA DE SÃO THOMÉ (1841) - casamento aos 24.02.1786, em Lavras - MG;





NOTA DO EDITOR:
Abilon Naves
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