segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

As relações entre JOÃO DE ALMEIDA NAVES e o Patriarca JOÃO NAVES DAMASCENO cc/ ANNA VITTORIA DE SÃO THOMÉ





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Sargento-Mór de batalha SALVADOR JORGE VELHO
“O descobridor das minas de ouro de Curytiba, com fazenda em Parnahyba de 560 carijós.”



Salvador Jorge Velho - (Santana do Parnaíba, em data desconhecida - Santana do Parnaíba, 27 de novembro de 1705) foi um bandeirante paulista.
Foi filho de Domingos[1] Jorge Velho[2] e de Isabel Pires de Medeiros, esta, por sua vez, filha de Salvador Pires de Medeiros e de Inês Monteiro.




Entre 1679 e 1680, foi descobridor das minas de ouro no ribeirão de Curitiba, as minas conhecidas por seu nome, mesmo tendo-as denominado Nossa Senhora da Candelária ou minas de Nossa Senhora da Conceição. Tornou a voltar a essas minas em 1699 com o irmão Simão Jorge Velho, Pascoal Moreira Cabral, Miguel Sutil de Oliveira, Manuel Correia Lopes e outros.
Casou-se, em 1671, com Margarida da Silva, filha de Pascoal Leite Pais e falecida em 24 de junho de 1726 em Parnaíba.



Prestou relevantes serviços à coroa de Portugal, pelo que mereceu receber uma honrosa carta, firmada pelo real punho em 1698. Foi muito opulento, possuindo fazendas de cultura em Parnaíba, móveis de ouro e prata, além de quinhentos e sessenta índios carijós, cuja administração lhe passou por herança de sua tia Agostinha Rodrigues.



Ao morrer, em 1705, deixou onze filhos, um dos quais foi o Capitão Domingos Jorge da Silva. Era seu genro Baltazar de Lemos de Morais Navarro, também bandeirante.
Silva Leme estudou sua família no volume VIII pág 363 ( Título Jorge Velhos) da «Genealogia Paulistana»



Dos onze filhos de Salvador Jorge Velho cc/ Margarida da Silva (N. 1650 – M. 24.06.1726) destacamos os irmãos: 1 - Maria Jorge Velho cc/ Capitão-Mór Francisco Bueno Luiz da Fonseca (também conhecido por "Francisco Bueno Feio"); e 2 - Capitão Francisco Jorge da Silva cc/ Anna Ribeiro (“Bicudo” e “Almeida Naves”), pela sua relação direta com a família NAVES.



1



Maria Jorge Velho cc/ Capitão-Mór Francisco Bueno Luiz da Fonseca (também conhecido por "Francisco Bueno Feio")



Segundo Silva Leme, Genealogia Paulistana Vol 1º, 433, 2-2: Francisco Bueno Luiz da Fonseca[3] foi morador em Parnaíba por muitos anos e depois passou-se ao sitio de Vuturuna no Rio das Mortes, onde estava em 1729. Foi casado com Maria Jorge Velho, fª de Salvador Jorge Velho e de Margarida da Silva.



O casal Maria Jorge Velho cc/ Capitão-Mór Francisco Bueno Luiz da Fonseca (“Francisco Bueno Feio”), com geração, um dos quais Bartolomeu Bueno Feio (ou "Bartholomeu Bueno da Fonseca") cc/ Rozalia Pedrosa de Jesus.



Rozalia Pedrosa de Jesus era filha de Manoel Pedroso Ferreira e Maria Josefa de Almeida. Maria Josefa de Almeida nasceu na Freguesia de Santo Antonio da Casa Branca do bispado de Mariana, filha legítima de Pedro Annes Souto e de Apolônia da Silva de Siqueira. Foi casada com Manoel Pedroso Ferreira, proprietários da Fazenda Babilônia junto ao Ribeirão do Veado na Aplicação de Nossa Senhora do Bom Sucesso, por traz.da serra de Ibituruna. Maria Josefa faleceu aos 06-10-1780 com testamento redigido em maio do mesmo ano, onde declarou sua naturalidade e filiação, bem como seu casamento e filhos que teve e também citou “...meu irmão Francisco de Caldas....” a quem devia o que declarasse “o seu Testamenteiro Antonio Pedroso Ferreira”.



Rozalia Pedrosa de Jesus cc/ Bartolomeu Bueno Feio (ou "Bartholomeu Bueno da Fonseca"), tinham as sobrinhas: A - Ignácia de Santana Pedrosa (Michelina) (ou Dias de Oliveira) cc/ Francisco (de Sales) Naves "Teixeira de Almeida Naves" 1_; e B - Mafalda de Oliveira (ou Pedrosa Do Nascimento) cc/ João Brás Dos Reis Naves 2_, ambas filhas de seu irmão João Pedroso Ferreira cc/ Antonia Miquelina (ou Medina ou Marcelina) de Oliveira (esta, fª do Capitão Frutuoso Dias de Oliveira cc/ Teresa Maria de Jesus).




A




, naturais de Lavras do Funil, dos onze filhos, era o primogênito de João Naves Damasceno cc/ Anna Vittoria de São Tomé.




B







2



Capitão Francisco Jorge da Silva cc/ Anna Ribeiro (“Bicudo” e “Almeida Naves”)



Capitão Francisco Jorge da Silva (fº de Salvador Jorge Velho cc/ Margarida da Silva) casou-se em 1707 em Parnaíba com Anna Ribeiro, f.ª de Francisco Bicudo de Brito e de Maria de Almeida Naves. V. 6.º pág. 349 (Luiz Gonzaga da Silva Leme; Genealogia Paulistana, Título Jorges Velhos, Volume VIII - Pág. 361 a 382).

Francisco Bicudo de Brito, casou em 1690 em Parnaíba com Maria de Almeida f.ª de João de Almeida Naves, natural de Portugal, e de Maria da Silva Leite. Faleceu Francisco Bicudo em 1739 em Parnaíba com 70 e tantos anos (Luiz Gonzaga da Silva Leme; Genealogia Paulistana, Título Bicudos, Parte 2, Volume VI - Pág. 341 a 383, Pág. 349).



João de Almeida Naves, n. Vila de Algodres da Serra da Estrela, Bispado de Viseu, Portugal, fct. 1715, Parnaiba (f. de Balthazar Naves e Sebastiana Naves, ambos de Serra da Estrela, Portugal; vide a descendência completa na obra do pesquisador Nilson Naves, in http://carmodacachoeira.blogspot.com/2008/10/joo-de-almeida-naves-e-seus.html), cc/ Maria da Silva Leite, f. de João Nunes da Silva, f. 1639, SP, e Úrsula Pedroso (Cartório de Órfãos de Parnaíba, n. 473, inventário de João de Almeida Naves), com pelo menos (a ordem dos filhos é aleatória): (1.279, 3.82, 147, AS.2.107, BGB.10.119, SL.3.93 e 6.349): Maria de Almeida Naves; Turíbia de Almeida Naves, Izabel da Silva Naves, Joana de Almeida Naves, José de Almeida Naves, Florência da Silva, Úrsula Pedroso (Lênio Luiz Richa; ALMEIDAS NAVES - GENEALOGIA BRASILEIRA - Estado de São Paulo - Os Títulos Perdidos.)



Notas -

[1] Famoso sertanejo paulista, muito conhecedor dos sertões do Brasil, Domingos Jorge Velho, conquistou Palmares em 1694, mediante contrato assinado em 1687 com o governador de Pernambuco, voltou a São Paulo, cheio de glórias e de riquezas, falecendo em Parnaíba, sua terra natal, pelo ano de 1714. Domingos Jorge, nessa época, era um homem de 70 anos de idade, mais ou menos, pois em 14 de novembro de 1643 já tinha batizado seu filho Salvador. Domingos Jorge Velho era parente de Francisco Dias Velho.

[2] Domingos Jorge Velho esteve com seu pai Simão Jorge na bandeira de Antonio Raposo Tavares e foi citado na “Relación de los portugueses que en compañia de Antonio Raposo Tavares...” de 17-9-1629, transcrita nos Anais do Museu Paulista, Tomo II. “Simon Jorge e sus dos hijos”.
Projeto Compartilhar: Domingos Jorge Velho (Notas - Regina Junqueira)

[3] Este “Fonseca” era também grafado “Affonseca” conforme se vê em alguns bandos e provisões passados para o Capitão Manoel Bueno da Fonseca, irmão de Francisco, registrados no Arquivo Geral da Câmara de São Paulo. Dos descendentes de Francisco Bueno e Maria Jorge, encontramos dois filhos e uma neta dentre os primeiros povoadores de Lavras do Funil-MG, onde deixaram geração. (Nota do sítio Projeto Compartilhar - Regina Junqueira e Bartyra Sette)



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